



Mais de 75 anos de glórias e tradição

A história da Beija-Flor de Nilópolis é marcada por superação, paixão e conquistas. Fundada em 1948 durante as festas de fim de ano, a escola nasceu da vontade de um grupo de amigos apaixonados pelo samba.
Com 15 títulos no Grupo Especial, a Beija-Flor é a terceira maior campeã do carnaval carioca, atrás apenas de Portela e Mangueira. Conhecida como "A Deusa da Passarela" e "Maravilhosa e Soberana", é a escola que mais venceu na "era sambódromo".
Mais do que uma escola de samba, a Beija-Flor é uma grande família que representa não apenas Nilópolis, mas toda a Baixada Fluminense, levando alegria e emoção à Marquês de Sapucaí a cada carnaval.
Fundado em dezembro durante as festas natalinas por um grupo incluindo Milton de Oliveira (Negão da Cuíca), Edson Vieira Rodrigues (Edinho do Ferro Velho), Helles Ferreira da Silva, Mário Silva, Walter da Silva, Hamilton Floriano e José Fernandes da Silva. O nome Beija-Flor foi sugerido por D. Eulália de Oliveira, mãe de Milton, inspirado no Rancho Beija-Flor de Marquês de Valença.
O Bloco Associação Carnavalesca Beija-Flor foi registrado por Silvestre David do Santos (Cabana), compositor, como escola de samba na Confederação das Escolas de Samba para o desfile oficial de 1954 no 2º grupo.
No primeiro desfile oficial, a Beija-Flor conquistou o campeonato do 2º grupo e subiu para o Grupo I, onde permaneceu até 1963.
Após anos de altos e baixos, a escola retornou ao Grupo I devido ao excelente trabalho de Nelson Abraão David.
Com a chegada do carnavalesco Joãosinho Trinta, a Beija-Flor conquistou seu primeiro título no Grupo Especial com 'Sonhar com Rei dá Leão'. Foi a primeira vez que uma escola de fora do Rio foi campeã, encerrando a hegemonia das 'quatro grandes' (Portela, Mangueira, Império Serrano e Salgueiro). Neguinho da Beija-Flor estreou como intérprete oficial.
Com 'Vovó e o Rei da Saturnália na Corte Egipciana', a escola conquistou o bicampeonato, consolidando a parceria com Joãosinho Trinta e o apoio de Anísio Abraão David.
O enredo 'A Criação do Mundo na Tradição Nagô' garantiu o tricampeonato consecutivo. O samba-enredo é considerado um dos melhores da história do carnaval e foi adaptado como canto de torcida por Vasco, Santos e Palmeiras.
Início das ações sociais da escola com a fundação da Creche Beija-Flor (atual Creche Júlia Abrão David), demonstrando o compromisso com a comunidade.
A escola conquistou mais um título com o enredo 'A Grande Constelação das Estrelas Negras'.
A Beija-Flor desfilou sob um forte temporal que inundou o Sambódromo. Os componentes desfilaram com água batendo nas canelas, num dos momentos mais marcantes do carnaval carioca. Vice-campeã naquele ano.
Fundação do Educandário Abrão David, expandindo as ações educacionais da escola na comunidade.
O desfile 'Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia' é considerado um dos melhores da história do carnaval. Joãosinho Trinta criou o icônico 'Cristo Mendigo', coberto com plástico preto e a faixa 'Mesmo proibido, olhai por nós!'. Vice-campeã em decisão polêmica.
No cinquentenário, Laíla criou a Comissão de Carnaval que revolucionou a escola. Com o enredo sobre os Caruanas, dividiu o título com a Mangueira. Essa comissão conquistaria 9 títulos para a escola.
Título com o enredo 'O povo conta a sua história: Saco vazio não para em pé. A mão que faz a guerra faz a paz'.
Conquista do quinto título com 'Manôa, Manaus, Amazônia, Terra Santa: Alimenta o corpo, equilibra a alma e transmite a paz'.
Sexto título com o enredo 'Sete povos na fé e na dor... Sete missões de amor'.
Sétimo título com 'Áfricas - Do berço real à corte brasiliana'.
Oitavo título com 'Macapaba - Equinócio solar. Viagens fantásticas ao meio do mundo'.
Nono título com 'A Simplicidade de um Rei'.
Conquista histórica do décimo título com o enredo sobre a Guiné Equatorial.
Campeonato com o enredo 'Monstro É Aquele Que Não Sabe Amar (Os Filhos Abandonados da Pátria Que Os Pariu)'.
A Beija-Flor conquistou seu 15º título com o enredo 'Laíla de Todos os Santos, Laíla de Todos os Sambas', homenageando Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o eterno Laíla, uma das figuras mais históricas da escola, falecido em 2021. Com essa conquista, a Beija-Flor se consolida como a terceira maior campeã do carnaval carioca.
A Beija-Flor conquistou o vice-campeonato do Carnaval 2026 com o enredo 'BEMBÉ', encantando o público e os jurados com mais um grande desfile na Marquês de Sapucaí.
15
Títulos
75+
Anos de História
4000+
Componentes
∞
Paixão
Carnavalesco revolucionário que transformou a estética do carnaval. Conquistou 5 títulos com a escola e criou desfiles icônicos como "Ratos e Urubus". Autor da famosa frase: "Pobre gosta de luxo, quem gosta de miséria é intelectual".
Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o eterno Laíla. Diretor de carnaval que criou a Comissão de Carnaval em 1998, conquistando 9 títulos para a escola. Homenageado no enredo campeão de 2025.
Intérprete oficial da escola por mais de 40 anos ininterruptos. Criador do famoso grito de guerra "Olha o Beija-Flor aí, gente!". Uma das vozes mais marcantes do carnaval brasileiro.
Lendário casal de mestre-sala e porta-bandeira que encantou gerações na Sapucaí. Referência de elegância e tradição no pavilhão azul e branco da escola.



