Beija-flor: uma grande família!

Sétimo filho de uma família de dez irmãos, muito cedo, Anízio conheceu o lado difícil da vida. Ainda menino, vendia laranjas em campos de futebol, bala na porta dos cinemas e engraxava sapatos para ajudar no orçamento da casa. Aos 10 anos, a exemplo dos irmãos mais velhos, passou ajudar o pai a transportar o material comprado no Centro do Rio de Janeiro para ser revendido no armarinho da família em Nilópolis. “Durante muito tempo, peguei o trem na Central do Brasil carregando enormes rolos de lã na cabeça”.

Sendo um apaixonado por samba, Anízio cresceu torcendo pela Estação Primeira de Mangueira, onde fez grandes amigos, nessa época a Beija-Flor não passava de uma escola pequena sem expressão.

Hoje, Anízio transformou a Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis em uma grande Família. Portador de um carisma peculiar, e capacidade de reconhecer talentos e ajudar a todos, pode-se dizer que Anízio é o grande criador da Família Beija-Flor.

Personalidades

Anízio Abrahão

Presidente de Honra

O senhor Anízio, como é respeitosamente chamado, é o presidente de honra da G.R.E.S Beija-Flor de Nilópolis, casado com a D. Fabíola David, pai de seis filhos: Anizinho, Anderson, Aline, Gabriel, Micaela e Leandro Jayder (filho de criação), católico, devoto de Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Conceição, São Jorge e São Cosme e Damião.
O senhor Anízio é o sétimo filho de uma família de dez irmãos. De origem pobre, começou a trabalhar muito cedo, vendeu laranjas, balas e chegou até a engraxar sapatos para ajudar na renda familiar.
Seu amor pelo Carnaval começou aos 10 de idade, naquela época a Beija-Flor era um pequeno terreno próximo à residência da família Abrahão, a Soberana do Carnaval nem desfilava no primeiro grupo, era o Bloco Associação Carnavalesca Beija-Flor, fundada em 25/12/48.

Fabíola David

Família Beija-Flor

Fabíola Oliveira David, nasceu no dia 14 de março de 1968, sua infância foi no bairro da Penha, no Rio de Janeiro. Católica, ela é devota de Nossa Senhora das Graças.
Dona Fabíola, como é respeitosamente chamada, é casada com o senhor Anízio há 27 anos. É mãe amorosa e dedicada do Gabriel Oliveira David e da caçula Micaela Oliveira David. Como uma verdadeira matriarca ela sempre se preocupou com a educação, bem-estar e felicidade não só dos seus filhos, como de seus enteados, sempre em prol da união da família Abrahão David.
Dona Fabíola é formada em Comunicação Social – Jornalismo e advogada com registro na OAB, atualmente cursa Design de Interiores.
Sua história de amor e respeito com a G.R.E.S Beija-Flor de Nilópolis começou ao lado do senhor Anízio, pois, antes D. Fabíola passava o Carnaval em Minas Gerais com seus familiares.

Gabriel David

Família Beija-Flor

Presidente Mirim da Escola, não apenas por parentesco, mas principalmente por puro amor ao Carnaval. Gabriel já nasceu assim, empenhado com a cultura do Samba e de suas raízes. Desde os 3 anos de idade, tem aulas frequentes de percussão, toca vários instrumentos da bateria – caixa, repique, tamborim e surdo – e de vez em quando desfila com ela. De samba, não precisou de aulas, a desenvoltura profissional vem da convivência com artistas da Escola.

Ricardo David

Presidente

Almir

Vice-presidente executivo

Almir reis ( vice-presidente)

Começou na beija-flor em 96 como Seguranca. Depois ficou responsável de alegoriase colocar os carros na avenida e tomar conta deles no barracão. Assumiu a segurança geral da quadra em 2000. Entrou como secretario do conselho deliberativo e próximo ao carnaval vinha ao barracão pra cuidar administrativamente. No final de 2014 a diretoria da escola pediu que assumisse a adm geral do barracão. Em 2017 ele assumiu o cargo de vice presidente e diretor financeiro do barracão e da quadra.

Pinah

Passista

Eterna Rainha. “A Cinderela negra que ao príncipe encantou” mudou-se do Rio, mas não deixou de amar a cidade que a consagrou num carnaval. A mineira Pinah Maria da Penha Ferreira Ayoub, ou simplesmente Pinah, transformou-se em ícone do samba como uma das caras da revolução produzida pela Beija-Flor nos anos 70, sob a genial batuta de Joãozinho Trinta e Laíla. A passista careca, linda de morrer, de corpo impecável e molejo sedutor ganhou o mundo ao hipnotizar o príncipe Charles e sair dançando com o desengonçado herdeiro do trono da Inglaterra. Quando ela surgiu na Marquês de Sapucaí, no alto de um carro alegórico, a multidão, de pé, cantou o refrão: ”Ê, Pinah, Pinah, Cinderela negra que ao príncipe encantou”.

Selminha Sorriso

Porta-Bandeira e Musa

No dia 30 de maio, nascia no bairro de Olinda, no Rio de Janeiro, Selma Rocha, mãe do Igor, bacharel em direito e funcionária pública.
Ícone do Carnaval, ela é a primeira porta-bandeira do G.R.E.S. Beija-Flor de Nilópolis. Por seu sorriso encantador e que ilumina a passarela, ficou conhecida como Selminha Sorriso.
Sua história de amor com o Carnaval começou bem cedo quando Selminha ainda desfilava na ala das crianças na Unidos de Lucas, em seguida, foi para ala das passistas nesta mesma escola. Mas o sonho de criança, que era ser porta-bandeira se realizou em 1989 na G.R.E.S Império Serrano, dois anos depois foi para G.R.E.S Estácio de Sá.
Selminha é uma apaixonada pelo que faz, ícone do Carnaval com os maiores títulos que um astro da Folia do Momo pode receber. O reconhecimento pelo seu trabalho lhe rendeu diversos prêmios, tais como: Estandartes de Ouro- concedido pelo Jornal O Globo (1992, 1998, 2000, 2002 ,2005, e 2009); entre outros.

Laíla

Comissão de Carnaval

Neguinho da Beija-Flor

Intérprete

Com 21 anos de Beija-Flor, ele diz que não existe segredo para manter a empolgação do pessoal na avenida. “A gente tem que gostar do que faz e estar com a voz em dia, o resto é a alegria dos componentes”. Os puxadores tem uma enorme responsabilidade no desfile. São eles que mantêm a euforia durante o trajeto. Para Neguinho da Beija-Flor, estar na avenida é como disputar uma Copa do Mundo. “Procuro ser um Pelé na Copa de 70, pois é uma responsabilidade muito grande estar representando a escola no desfile e, apesar da experiência, o nervosismo sempre existe”. Cantando desde os 12 anos de idade, ele lembra com carinho de seu primeiro prêmio como cantor. “Ganhei duas latas de marmelada em um parque de diversão”.

Sônia Capeta

Eterna Rainha

Durante nove anos exerceu seu reinado junto à bateria da Escola de Samba Beija-Flor. Hoje Sônia, já avó e bisavó, ainda é reconhecida pela comunidade nilopolitana como eterna rainha, aquela que com brilho e garra defendia cada campeonato como se fosse o último.Beija-Flor.

Raíssa de Oliveira

Raínha de Bateria

No dia 30 de julho de 1990, no bairro de Mesquita, na Baixada Fluminense, nascia Raissa de Oliveira. Raissa é carinhosamente chamada de Rai pelos amigos mais íntimos. Aos 25 anos a jovem é empresária do ramo da moda e eventos.
Ícone do Carnaval, ela está há 14 anos à frente da bateria da G.R.E.S Beija- Flor de Nilópolis, mas sua história de amor e fidelidade com a agremiação começou bem cedo.
Quando criança Raissa gostava de assistir a Beija-Flor pela televisão e passava horas acordada esperando a escola desfilar. Raissa pegava a sandália de salto alto da mãe e ficava em frente à TV imitando tudo o que via e pedia para desfilar.
Fã incondicional de Sonia Capeta (rainha de bateria da época), costumava passar todo santo dia na porta do trabalho da Sonia só para estar perto da sua diva. Quando não a encontrava Raissa voltava para casa chorando.

Rodney

Mestre de Bateria

Dos seus 46 anos de vida, 13 são dedicados à bateria da Beija-flor. Fora do carnaval, é um músico de mão cheia, e traz consigo no peito o amor pelo América.

Claudinho

Mestre-Sala

Colega de farda da companheira de avenida, Selminha Sorriso, Claudinho, primeiro mestre-sala de Beija-Flor, é também bombeiro militar. “Até nisso a gente combina”, diz ele.

Neide do Tamborim

Passista e Ritmista

Passista e ritmista, ela é do tamborim, mas samba como ninguém. Neide é nascida e criada lá na cidade de Nilópolis. Hoje já se tornou figura lendária e querida pela comunidade.

Nego Lindo

Intérprete

30 anos de carreira e 25 anos como intérprete oficial de escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Entre 1986 e 2010, Nêgo jamais ficou de fora do maior espetáculo da Terra, consagrando-se o maior vencedor do Estandarte de Ouro de Melhor Intérprete.

Cássio Dias

Passista

Ele tem a responsabilidade de abrilhantar o carnaval e atrair atenção do público na Marquês de Sapucaí. Este é Cássio Dias, 37 anos, morador da Freguesia, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Formado em Ciências da Computação, com Mestrado em Gestão Estratégica de Negócios pela UFRRJ, Cássio não vive só do samba. Quando não está no samba, o funcionário público trabalha como Analista de Sistema e Métodos, e professor dos Cursos de Sistemas de Informação e do Curso de Administração da Faculdade Mercúrio (FAMERC), e também do Curso de Pós Graduação em Gestão de Pessoas da Universidade Estácio de Sá.
Mesmo com tantas atribuições, Cássio ainda conseguiu tempo para se dedicar a outros ritmos. Estudou balé Clássico e Jazz durante anos na academia do renomado coreógrafo Renato Vieira. Também estudou na Escola de Dança Maria Olenewa e na Escola de Dança Dalal Oscar.

Plínio

Mestre de Bateria

Trabalha como músico, tendo dos seus 55 anos, 38 dedicados aos surdos e tamborins da escola de Nilópolis.